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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Imagina na Copa

Sempre fui um apaixonado por futebol. Não com a bola nos pés, Deus não me deu esse dom, matar a bola, acho que nem com um revólver, a coisa é tensa mesmo. Mas sempre fui um admirador do esporte bretão, no ápice do meu vício futebolístico, assistia até Série A3 do campeonato paulista pela Rede Vida!

Atualmente esse vício diminuiu bastante, só se resumindo a assistir o meu time do coração (Fluminense, para quem ainda não sabe) e outros jogos que o interessam direta ou indiretamente.

Confesso, fiquei muito feliz pelo Brasil ser escolhido como sede da Copa. Um sonho ver um jogo do Mundial ao vivo, na arquibancada do Maracanã, nem precisava ser do Brasil, qualquer um estaria valendo.

Não consegui ainda adquirir ingresso, tá difícil, mas tive um gostinho ao assistir um jogo da Copa das Confederações, naquele animado Espanha 10x0 Taiti.

Porém, o modo como essa Copa tem sido conduzida tem me deixado muito triste. E logicamente, envergonhado, por soltar fogos pelo fato do país ser escolhido, e compactuar, mesmo indiretamente dessa vergonha toda.

Tá tudo errado na organização desse mundial. A começar pela escolha do presidente da CBF para ser manda-chuva do COL (Comitê Organizador Local). Como assim? O cara não consegue organizar nem o campeonato daqui de dentro, como fazer uma competição tão grande como uma Copa do Mundo.

E outro absurdo, o maior de todos: os lucros da Copa indo tudo para o seu bolso. Absurdo! Um caminhão de dinheiro público usados para construir ou reformar 12 estádios, uma grande farra com o nosso dinheiro e o lucro vai para o bolso de quem menos fez pelo nosso futebol. O justo seria TODO o lucro voltar para os cofres públicos, mas isso no país da maracutaia, mensalões e propinas seria pedir demais...

Pois bem... Tivemos sete anos para preparar tudo. A Fifa queria 8 estádios, o COL bateu o pé e exigiu 12 sedes, alegando o tamanho continental do país. Ficaram mesmo nas 12. E que desperdício de dinheiro para construir esses estádios... Alguns elefantes brancos, arenas no meio do pantanal, na floresta amazônica, pra que? Pra comer mais e mais dinheiro... Reformas que custaram quase o preço de três estádios, como o Maracanã e o Mané Garrincha. E a mobilidade urbana? Zero! O legado para a população? Zero! E quem paga a conta, a enorme conta da Copa do Mundo no Brasil? Quem? Quem?
Cadê meu nariz de palhaço, eu mereço! Comemorei a escolha e estou muito, mais muito envergonhado de ter apoiado essa sandice, esse absurdo!

Vamos ter estádios novos, lindíssimos, confortáveis. Mas continuaremos sem estradas, sem hospitais, com aeroportos sucateados, sem segurança, e sem dinheiro para investir nisso tudo. Porque a conta está enorme e eles, COL, Fifa, CBF, vão embolsar milhões e milhões de reais e nada, absolutamente nada será repassado de volta aos cofres públicos. Se bem que, o dinheiro voltar para os cofres públicos não é garantia de nada. Tem muito mensalão, auxílio-deputado, auxílio-senador e viagens presidenciais, cartão corporativos para serem alimentados em Brasília. 

Amarga rotina de ser brasileiro, sem nenhum orgulho, sem nenhum amor...

quinta-feira, 24 de abril de 2014

O Evangelho de Jesus Cristo

No Novo Testamento encontram os quatro evangelhos, que foram escolhidos para formar o Novo Testamento por serem os mais representativos para as comunidades cristãs espalhadas no Império Romano. Desde o início sempre se preferiu falar em “evangelho” no singular, mesmo quando ele queria expressar os livros (4 evangelhos). Era assim designado porque eles traziam o mesmo “alegre anúncio” proclamado por “Jesus Cristo o filho de Deus” e que era divulgado oralmente nas comunidades nascentes. Mais adiante é que foi usado o nome de cada evangelista para indicar os quatro livros: Evangelho segundo Mateus, Evangelho segundo Marcos, Evangelho segundo Lucas e Evangelho segundo João. A mensagem era indivisa, mas chamavam atenção para a forma particular de cada autor, os coloridos que cada um deu ao texto. Salientou-se o conteúdo valorizado por todos os evangelistas, a forma de apresentação o uso da língua etc.., então a partir deste momento começou-se falar em evangelho no plural.

Os evangelhos são quatro: Mateus, Marcos, Lucas e João. A particularidade dos evangelhos é que falam expressamente de Jesus, dos seus ensinamentos e atividades. Por outro lado a intenção deles não é escrever uma biografia, no sentido moderno da palavra. Cada um tem, com destinatários específicos, a meta de enfatizar certos aspectos da vida de Cristo, transmitindo sua mensagem.

O que os evangelistas destacam da vida de Jesus:

De modo sucinto podemos destacar:
Mateus enfatiza as profecias, pois querem transmitir aos judeus que Jesus é o Messias prometido.
Marcos, provavelmente o mais antigo, coloca a ênfase nas ações de Jesus e seu público pode ter sido os romanos.
Lucas, escrito para os não-judeus, os gentios, sublinha a misericórdia divina, demonstrada através da salvação trazida por Cristo especialmente para os excluídos.
João é muito mais teológico, tendo sido escrito para os convertidos. Foi o último evangelho (escrito por volta do ano 100 depois de Cristo) e não repete muitas coisas já conhecidas pelos cristãos graças aos outros evangelhos.

Em relação aos autores, Mateus e João conviveram com Cristo, pois eram apóstolos. Marcos era um discípulo de Paulo. Lucas era companheiro de Paulo e escreveu também o Atos dos Apóstolos.

Quantos as diferenças entre eles podemos ainda salientar a época em que foram escritos: Marcos foi o primeiro em 64 d.C; Mateus em 75/80 dC.; Lucas 80 dC; e João 95 d.C. O momento político da época de cada um torna o texto diferente entre um e outro.

Outro aspecto importante que caracteriza as diferenças entre eles são o tipo de comunidades e local no Império Romano.

O Evangelho de Marcos foi escrito em Roma para os gentios em particular os pagãos do mundo Romano

O Evangelho de Mateus foi escrito em Jerusalém para cristãos vindos do Judaísmo.

O Evangelho de Lucas foi escrito em Antioquia para cristãos de cultura helênica das comunidades paulinas

O Evangelho de João foi escrito em Éfeso para cristão vindo do mundo grego romano.

Em conclusão:

A partir da apresentação dos evangelhos Jesus não é somente o anúncio, mas ele é o primeiro que divulga e apresenta o Evangelho. Jesus se auto apresenta como “o evangelho de Deus”, em outras palavras a “boa nova” que Deus apresenta ao mundo através dele seu filho. A Lei e os Profetas do Antigo Testamento chegaram até o anúncio de João Batista. A partir do Batismo de Jesus por João é anunciado a Boa Nova do Reino de Céus, e todos se esforçam a ele pertencer mesmo com violência. (Lc 16,16).

E porque outros "evangelhos" que apareceram não entraram na Bíblia? Porque a Igreja depois de uma profunda análise dos textos, concluiu que não foram "inspirados" por Deus e portanto ficaram de fora. Eis a cronologia dos fatos:

70 - Perseguição do Império Romano contra os cristãos.
144 - Marcião Propõe um cânone com apenas o Evangelho de Lucas e dez cartas de Paulo.
175 - Taciano propõe o Diassênteron, uma versão condensada dos Evangelhos.
325 - O Concílio de Nicéia faz uma primeira separação de Evangelhos Canônicos e Apócrifos.
363 - O Novo Testamento é oficialmente reconhecido como canônico, com exceção do Apocalipse.
397 - O Concílio de Cartago decide a reincorporarão do Apocalipse
1947- Achado o Rolo do Mar Morto
- Na perseguição dos Romanos contra os cristãos a Bíblia foi escondida nas cavernas, logo após Roma ter liberado o Cristianismo, só foi achada parte dos livros que foram escondido.
- Em 144 já se falava em declarar alguns livros com o termo de especiais porque eram inspirado por Deus (Canônicos).
- Mas só no ano de 325 é feita a primeira separação dos livros que são inspirados por Deus e de inspiração humana, pois acreditavam que o povo não conseguiria distinguir.
- Após alguns anos é feita uma nova seleção incluindo o novo testamento, com exceção do Apocalipse.
- Alguns anos depois dão o braço a torcer, e recolocam o livro do Apocalipse na Bíblia, (que tinham declarado como não inspirado).
- Em 363 foi Oficializado a Bíblia com os livros que nela tem existente 
- 1455 a Bíblia foi o primeiro livro a ser imprenso
- E em 1947, foi achado os outros livros que no ano de 70d.c. foi escondido por causa da perseguição dos Romano contra os cristãos.
- Portanto alguns Apócrifos são originais da Bíblia.

Outro motivo:

Os livros que foram denominados não inspirado por Deus, não foram retirados por serem falsos ou heréticos, proibidos... e sim por que acreditavam que o povo não conseguiria distinguir, eles são um livro de historia ou geografia, não serve para edificação espiritual em Jesus e mais para conhecimento. Muitos deles são diário de cotidiano da Época.

Fontes:

http://www.abiblia.org/ver.php?id=6807#.U1KjbfldU-4
http://misteriosnaweb.blogspot.com.br/2008/03/porque-os-evangelhos-apcrifos-no-fazem.html

quarta-feira, 23 de abril de 2014

A verdadeira história de São Jorge

Em torno do século III D.C., quando Diocleciano era imperador de Roma, havia nos domínios do seu vasto Império um jovem soldado chamado Jorge de Anicii. Filho de pais cristãos, converteu-se a Cristo ainda na infância, quando passou a temer a Deus e a crer em Jesus como seu único e suficiente salvador pessoal. Nascido na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia, Jorge mudou-se para a Palestina com sua mãe, após a morte de seu pai. Tendo ingressado para o serviço militar, distinguiu-se por sua inteligência, coragem, capacidade organizativa, força física e porte nobre. Foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade.

Tantas qualidades chamaram a atenção do próprio Imperador, que decidiu lhe conferir o título de Conde. Com a idade de 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções. Nessa mesma época, o Imperador Diocleciano traçou planos para exterminar os cristãos. No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses. Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande coragem sua fé em Jesus Cristo como Senhor e salvador dos homens.

Indagado por um cônsul sobre a origem desta ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da VERDADE. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: "O QUE É A VERDADE?". Jorge respondeu: "A verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e nEle confiado me pus no meio de vós para dar testemunho da Verdade." Como Jorge mantinha-se fiel a Jesus, o Imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o Imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. Porém, este santo homem de DEUS jamais abriu mão de suas convicções e de seu amor ao SENHOR Jesus. Todas as vezes em que foi interrogado, sempre declarou-se servo do DEUS Vivo, mantendo seu firme posicionamento de somente a Ele temer e adorar.

Em seu coração, Jorge de Capadócia discernia claramente o própósito de tudo o que lhe ocorria: “... vos hão de prender e perseguir, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, e conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. Isso vos acontecerá para que deis testemunho”. (Lucas 21.12:13 – Grifo nosso). A fé deste servo de DEUS era tamanha que muitas pessoas passaram a crer em Jesus e confessa-lo como SENHOR por intermédio da pregação do jovem soldado romano. Durante seu martírio, Jorge mostrou-se tão confiante em Cristo Jesus e na obra redentora da cruz, que a própria Imperatriz alcançou a Graça da salvação eterna, ao entregar sua vida ao SENHOR. Seu testemunho de fidelidade e amor a DEUS arrebatou uma geração de incrédulos e idólatras romanos.

Por fim, Diocleciano mandou degolar o jovem e fiel discípulo de Jesus, em 23 de abril de 303. Logo a devoção a São Jorge tornou-se popular. Celebrações e petições a imagens que o representavam se espalharam pelo Oriente e, depois das Cruzadas, tiveram grande entrada no Ocidente. Além disso, muitas lendas foram se somando a sua história, inclusive aquela que diz que ele enfrentou e amansou um dragão que atormentava uma cidade...

Se você é devoto deste celebrado mártir da fé cristã, faça como ele e atribua toda honra, glória e louvor exclusivamente a Jesus Cristo, por quem Jorge de Capadócia viveu e morreu. 


Oração de São Jorge:
Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos tendo pés, não me alcancem; tendo mãos, não me peguem; tendo olhos não me vejam e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.

Jesus Cristo me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça. Virgem de Nazaré me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me de todas as dores e aflições e Deus com sua Divina Misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meus inimigos.

Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós.

Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.

terça-feira, 22 de abril de 2014

O descobrimento do Brasil

Em 22 de abril de 1500 chegava ao Brasil 13 caravelas portuguesas lideradas por Pedro Álvares Cabral. A primeira vista, eles acreditavam tratar-se de um grande monte, e chamaram-no de Monte Pascoal. No dia 26 de abril, foi celebrada a primeira missa no Brasil.

Após deixarem o local em direção à Índia, Cabral, na incerteza se a terra descoberta tratava-se de um continente ou de uma grande ilha, alterou o nome para Ilha de Vera Cruz. Após exploração realizada por outras expedições portuguesas, foi descoberto tratar-se realmente de um continente, e novamente o nome foi alterado. A nova terra passou a ser chamada de Terra de Santa Cruz. Somente depois da descoberta do pau-brasil, ocorrida no ano de 1511, nosso país passou a ser chamado pelo nome que conhecemos hoje: Brasil. 

A descoberta do Brasil ocorreu no período das grandes navegações, quando Portugal e Espanha exploravam o oceano em busca de novas terras. Poucos anos antes da descoberta do Brasil, em 1492, Cristóvão Colombo, navegando pela Espanha, chegou a América, fato que ampliou as expectativas dos exploradores. Diante do fato de ambos terem as mesmas ambições e com objetivo de evitar guerras pela posse das terras, Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Tordesilhas, em 1494. De acordo com este acordo, Portugal ficou com as terras recém descobertas que estavam a leste da linha imaginária (370 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde), enquanto a Espanha ficou com as terras a oeste desta linha. 

Mesmo com a descoberta das terras brasileiras, Portugal continuava empenhado no comércio com as Índias, pois as especiarias que os portugueses encontravam lá eram de grande valia para sua comercialização na Europa. As especiarias comercializadas eram: cravo, pimenta, canela, noz moscada, gengibre, porcelanas orientais, seda, etc. Enquanto realizava este lucrativo comércio, Portugal realizava no Brasil o extrativismo do pau-brasil, explorando da Mata Atlântica toneladas da valiosa madeira, cuja tinta vermelha era comercializada na Europa. Neste caso foi utilizado o escambo, ou seja, os indígenas recebiam dos portugueses algumas bugigangas (apitos, espelhos e chocalhos) e davam em troca o trabalho no corte e carregamento das toras de madeira até as caravelas. 

Foi somente a partir de 1530, com a expedição organizada por Martin Afonso de Souza, que a coroa portuguesa começou a interessar-se pela colonização da nova terra. Isso ocorreu, pois havia um grande receio dos portugueses em perderem as novas terras para invasores que haviam ficado de fora do tratado de Tordesilhas, como, por exemplo, franceses, holandeses e ingleses. Navegadores e piratas destes povos, estavam praticando a retirada ilegal de madeira de nossas matas. A colonização seria uma das formas de ocupar e proteger o território. Para tanto, os portugueses começaram a fazer experiências com o plantio da cana-de-açúcar, visando um promissor comércio desta mercadoria na Europa.
Mas por que dizem que Cabral não descobriu o Brasil?

Na escola, a gente aprende que Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil em 22 de abril de 1500. Mas ninguém conta que outro explorador poderia ter chegado antes dele e que os portugueses já teriam conhecimento dessas terras. Assim, Cabral teria feito um desvio de propósito, durante a viagem à Índia, para tomar posse das terras.

A dúvida existe até hoje, mesmo depois de muitas investigações. A hipótese mais provável é de que o português Duarte Pacheco teria chegado ao Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, em 1498. Há alguns registros sobre o fato, mas não são considerados seguros; por isso, não aprendemos isso na escola. Um deles seria o livro do próprio Pacheco de 1505, no qual faz referência à viagem.

O considerado como certo é que Pedro Álvares Cabral saiu de Lisboa no dia 9 de março de 1500 para uma viagem à Índia. Em alto-mar, no dia 22 de abril, teria visto um lugar desconhecido no meio do Oceano Atlântico e resolveu parar. Ao desembarcar, foi recepcionado pelos índios, que havia anos habitavam as terras.

Pero Vaz de Caminha, que acompanhava a viagem, anotou tudo com detalhes e escreveu uma carta ao rei de Portugal. Esse é o primeiro registro oficial sobre a Ilha de Vera Cruz, o nome que o Brasi recebeu em um primeiro momento.

Por que não aprendemos outras versões? 
O professor tem de explicar o conteúdo das aulas de maneira bem simples, para que o aluno possa entender e depois ser avaliado por meio das provas. É por isso que alguns assuntos, como fatos históricos, não podem ter mais de uma resposta. Imagine só a loucura que seria para corrigir uma prova que tivesse várias respostas.

Antes, todas as informações só podiam ser encontradas nos livros usados na escola. Hoje a tecnologia aumentou muito o acesso à informação, e a gente descobre que existem outras versões para um mesmo fato. O professor precisa estar preparado para responder a essas questões, orientando se são corretas ou não. 

Ultimamente, diversos historiadores refutam a ideia de que o Brasil tenha sido descoberto em 1500 pela esquadra liderada por Pedro Álvares Cabral. Essa revisão sobre o fato usualmente se sustenta no momento em que se destaca o grau de desenvolvimento tecnológico, o controle de informações realizado pelo governo português e a preocupação em se revisar os limites coloniais com a assinatura do Tratado de Tordesilhas.

Para compreendermos melhor essa questão é necessário que observemos alguns episódios anteriores ao anúncio das terras brasileiras. No início de 1500, a Coroa Portuguesa enviou uma expedição que deveria buscar mais um precioso carregamento de especiarias vindo de Calicute, Índia. Essa nova empreitada marítima seria liderada pelo experimente navegador Pedro Álvares Cabral e contaria com a presença do cosmógrafo Duarte Pacheco Pereira.

De acordo com alguns especialistas, Pacheco teria participado de uma expedição secreta que, em 1498, teria constatado a existência das terras brasileiras. Antes da partida, o rei Dom Manuel II organizou uma grande festividade para celebrar a ida dos bravos navegadores que se lançariam às águas do Oceano Atlântico. Depois de celebrar a partida, os navegadores se afastaram da costa africana, contrariando a tradicional rota de circunavegação daquele continente.

A ação tomada nunca teve uma clara explicação, mas se tratando de uma esquadra composta por experientes navegadores, seria no mínimo estranho se lançarem a um tipo de empreitada ausente de qualquer outra segurança. Além disso, devemos salientar que as rotas utilizadas para a navegação eram de extremo sigilo, pois garantiam a supremacia e os interesses comerciais de uma determinada nação. Dessa forma, a ideia do encontro acidental perde ainda mais força.

Os relatos dessa viagem de Cabral pelo Oceano Atlântico não fazem menção a nenhum tipo de grande dificuldade ou imprevisto. No dia 22 de março os navegadores passaram pela Ilha de Cabo Verde e, logo depois, rumaram para o oeste ao encontro do “mar longo”, nome costumeiramente dado ao Oceano Atlântico. Após um mês de viagem e aproximadamente 3600 quilômetros percorridos, os tripulantes da expedição cabralina encontraram os primeiros sinais de terra.

No dia 22 de abril de 1500, no oitavo dia da páscoa cristã, os tripulantes tiveram um primeiro contato visual com um elevado que logo ganhou o nome de Monte Pascoal. Nos relatos de Pero Vaz de Caminha, um dos integrantes da viagem, esse nome é refutado quando o “biógrafo da viagem” afirma que a região ganhou o nome de Vera Cruz. Ao longo desse mesmo relato não existe nenhuma menção sobre um possível encantamento com a “nova” descoberta.

Os navios decidiram primeiramente aportarem nas margens do Rio Frade, de onde enviaram um tradutor judeu chamado Gaspar Gama para entrar em contato com os nativos. Depois de um primeiro contato com os índios, a esquadra decidiu aportar em uma região mais segura, onde hoje se localiza o município baiano de Santa Cruz Cabrália. Em terra firme, os colonizadores lusitanos organizaram uma missa pascoal dirigida pelo Frei Henrique de Coimbra.

A celebração, que oficializou a descoberta e novas terras, cingiu a conquista material da Coroa Portuguesa e abriu caminho para mais espaço de conversão religiosa para a Igreja. Em um primeiro momento a terra ganhou o nome de Vera Cruz, mas logo foi substituído por Terra de Santa Cruz. Em uma última modificação do nome das novas terras, os colonizadores lusitanos decidiram nomeá-la como “Brasil” em face da grande disponibilidade de pau-brasil na região.

No dia 2 de maio de 1500, Pedro Álvares Cabral desmembrou a sua esquadra e partiu para as Índias. Gaspar de Lemos recebeu ordens para que retornasse para Portugal portando as notícias contidas no relato de Pero Vaz de Caminha. Neste documento, havia informações gerais sobre a região explorada e algumas prospecções sobre o potencial econômico local. No entanto, somente três décadas mais tarde, os portugueses iniciaram as atividades regulares de colonização no Brasil.
Por Rainer Sousa

Fontes:
http://www.historiadobrasil.net/descobrimento/
http://www.dgabc.com.br/Noticia/129720/por-que-dizem-que-nao-foi-cabral-quem-descobriu-o-brasil-?referencia=navegacao-lateral-detalhe-noticia
http://www.brasilescola.com/historiab/descobrimento-brasil.htm

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Liberdade ainda que tardia

Poucas pessoas lembram de fato o motivo de algumas datas serem consideradas feriados. 
Principalmente se esses dias forem datas históricas. 
O dia de hoje, por exemplo, dedicado a Tiradentes, passou despercebido para quem aproveitou o descanso do trabalho ou escola. Puxar da memória o significado da data foi quase um suplício. Isso só para ligar o dia ao homenageado Tiradentes. 
Uma data histórica no calendário de fatos que marcaram a trajetória de luta em busca da liberdade, da autonomia e democracia do nosso país. 
Historicamente, a morte de Tiradentes representou um fato marcante no processo de uma nova ideologia política com ideais com temas voltados para o espírito de liberdade de expressão social e intelectual. 
A luta travada pelos Inconfidentes contra as ideologias impostas pelos senhores do poder daquela época em Minas Gerais custou um preço muito alto a muitas vidas inocentes que desejaram um país mais democrático e independente em relação as imposições monárquicas vigentes no país. 
Naquela época, as forças opressoras dos colonizadores privilegiavam pessoas de origem portuguesa em detrimento dos brasileiros natos, que eram obrigados a pagar altos impostos. Destes, o mais pesado obrigava o mineiro a entregar a quinta parte da extração de minério à Coroa portuguesa. O não pagamento do quinto dava origem à de "derrama", ou seja, cobrança à força de impostos extras. Esse regime gerava descontentamento geral e um clima de insurreição entre os colonos. 
Pergunto: Será que os mesmos impostos da época de Tiradentes não são cobrados hoje a todos os brasileiros para manter os padrões de 
vida dos sanguessugas chamados “políticos”? 

George Araújo 

domingo, 20 de abril de 2014

O verdadeiro sentido da Páscoa

Chocolates e bacalhau caros! O que era digno virou comércio. O que era pra reflexão se tornou apenas um feriado. A vida – morte – ressurreição de Jesus foi substituída por uma aberração da natureza: um coelho que bota ovos. O crédito que eleva a moral deste “pobre ser de orelhas” é o benefício que seus ovos produzem, por ser de chocolate – doce ao paladar! Não quero aqui atrapalhar você que já deve ter comprado chocolate para os amigos, ou, pra você mesmo. Não quero fazer pesar na consciência a valorização comercial das manias festeiras. O que vou contar abaixo é uma simples história para meditação do que é o verdadeiro sentido da Páscoa.

Jeremias nasceu com problemas físicos e mentais, parecia não ter condições de aprender nada. Ele se contorcia, emitia gemidos, mas às vezes falava claramente como se um raio de luz invadisse seu cérebro. Sua professora frequentemente perdia a paciência com ele.

Um dia chamou os pais e expôs a situação:

- Jeremias deveria frequentar uma escola especial. Não é justo que ele fique com crianças cinco anos mais novas. Isto não é bom para ele!

Os pais argumentaram:

- Não há nenhuma escola especial por aqui. Será terrível se dissermos que vamos tirá-lo da escola. Ele gosta muito daqui! A professora queria ter simpatia por Jeremias, mas como? Ele jamais aprenderia a ler e a escrever como as outras crianças. Por que ficar perdendo tempo? Havia mais dezoito crianças para ensinar.

Num dia, logo após a Páscoa, a professora querendo refletir sobre este fato que marcou a humanidade, contou aos alunos a história da Paixão e Morte de Jesus e, ao final, enfatizou que a Páscoa simbolizava “nova vida”. Distribuiu aos alunos um ovo de plástico e, como tarefa de casa, todos deveriam trazer dentro do ovo algo que representasse uma nova vida.

- Vocês entenderam?

- Sim! – responderam todos.

Na manhã seguinte, depositaram os ovos numa cesta e a professora começou a abrir. No primeiro, havia uma flor. Certamente a flor simbolizava o desabrochar de uma nova vida. No segundo, tinha uma borboleta. “A lagarta faz o casulo e, ao se transformar em uma borboleta, sai para uma nova vida”. Explicava ela enquanto abria os ovos. No terceiro, tinha uma pedra com musgos.

Zezé, o garotinho que a trouxe, explicou:

- Mesmo em meio às pedras, podemos encontrar vida.

O quarto ovinho estava vazio. “Deve ser de Jeremias. Ele não entendeu!”, pensou ela.

Para não constrangê-lo, disfarçou e pôs o ovinho na cesta. Jeremias vendo a cena se adiantou:

- Professora, a senhora não vai falar sobre o ovinho que eu trouxe?

- Agitada, a professora respondeu:

- Mas está vazio! – Jeremias a olhou e, suavemente, disse a todos:

- Sim, mas a sepultura de Jesus também ficou vazia!

Querido amigo (a), o lugar de morte está vazio. Jesus saiu daquela sepultura com o objetivo de continuar Seu ministério, de maneira alguma se esquecerá de Suas valiosas promessas, da Sua breve volta. Pronto Ele está a cumprir. Porém, existe algo dentro de nós que precisa estar vazio também. Nosso EU precisa morrer e ter o compromisso do sim em viver em Cristo. Nossos corações têm mantido tantos sentimentos que ainda reserva o nosso EU na sepultura da alma. Apenas uma decisão te separa da vida espiritual, como também da morte. Essa semana não é um feriado de comer chocolate, mas sim de avaliarmos como está nosso ovo. Estamos dispostos a fazer parcelas em compras, mas não estamos dispostos a receber a GRAÇA de DEUS simplesmente de graça! Essa semana, na verdade, é santa porque CRISTO deveria ser celebrado por nos oferecer graça e redenção.

Jeremias, com tantas deficiências e por se sentir diferente, entendeu o sentido da vida. Três semanas após a Páscoa ele teve sérias complicações renais e morreu. Em cima do caixão um ovo de plástico vazio simbolizava sua decisão de entender que CRISTO havia saído da sepultura e lhe proporcionará uma nova vida. Jeremias dorme o sono daqueles que também morreram sabendo que a sepultura de Cristo está vazia.

O que temos esperado pra entender sobre o verdadeiro sentido da Páscoa?

O verdadeiro sentido da Páscoa é este: lembrar que a sepultura de Cristo está vazia, porque ELE VIVE!

Roberto Passos

sábado, 19 de abril de 2014

Caminho do coração

O caminho do coração é o caminho da coragem. É viver na insegurança, é viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido. É deixar o passado para trás e deixar o futuro ser. Coragem é seguir trilhas perigosas. A vida é perigosa. E só os covardes podem evitar o perigo – mas aí já estão mortos. A pessoa que está viva, realmente viva, sempre enfrentará o desconhecido. O perigo está presente, mas ela assumirá o risco. O coração está sempre pronto para enfrentar riscos; o coração é um jogador. A cabeça é um homem de negócios. Ela sempre calcula – ela é astuta. O coração nunca calcula nada.
Sempre que houver alternativas, tenha cuidado. Não opte pelo conveniente, pelo confortável, pelo respeitável, pelo socialmente aceitável, pelo honroso. Opte pelo que faz o seu coração vibrar. Opte pelo que gostaria de fazer, apesar de todas as consequências.